Coisas aleatórias acontecem no Brasil Open (2)

Depois de recolher e observar mais um monte de histórias no Brasil Open, o ATP 250 do brasileiro, voltei aqui para fazer um post sobre: “Coisas aleatórias” de um torneio de tênis.

Foto: Ariane Ferreira (by cel)

Foto: Ariane Ferreira (by cel)

Voltei porque no Brasil Open as coisas são tão aleatórias quanto: Pere Riba, Guillermo Garcia Lopez, Diego Dinomo e Albert Montañes unindo traseiros (energia positiva) em prol de Nicolas Almagro. (lógico que não deu certo!)

A primeira a ser relatada me foi contada por uma amiga e é do uruguaio Pablo Cuevas.

Pra quem não percebeu, o Cuevas tem o hábito esquisito de ficar se alongando no estacionamento do Ibirapuera. Ele dá uns piques, umas corridas e tudo mais.

O que essa minha amiga viu foi o Cuevas se esticando* todo perto ali do portão três, aí ele deu um pique pra correr na direção do Círculo Militar e em menos de um minuto o uruguaio sumiu.

Para quem não conhece o espaço, o  Círculo Militar fica do outro lado da rua do Ginásio e em uma distância considerável do portão 3, algo em torno de oito minutos da caminhada.

Uma coisa interessante é o tratamento dos caras com os fãs. Quando o cara não é o Rafael Nadal, das duas uma ou ela curte esse troço de ser querido por alguém ou ele tá se lascando pra isso.

Como eu não gosto de gente mala, vamos falar das boas histórias.

A primeira boa história é com o Martin Klizan. O eslovaco, que pela primeira vez disputou um ATP no Brasil, jogou, tava morto e querendo a cama dele no hotel, entrou na van de transporte do torneio, tirou os tênis e aí um fã enfia a cabeça na porta do carro e pergunta: “Martin, tira uma foto comigo?”.

Aí o Klizan pediu que esperasse, colocou as meias, o tênis, amarrou, desceu do carro e fez a foto todo felizão.

Foto: Danise Soares - Obrigada por compartilhar Victor

Foto: Danise Soares – Obrigada por compartilhar Victor

O que eu posso dizer sobre isso? O Victor (o rapaz que pediu a foto) virou fã do menino!

Facundo Bagnis, a fofura argentina (isso!) em pessoa, adora crianças. – Só por isso ele merece um lugar no céu.

Enfim, estava ele, na manhã de sábado das semifinais, treinando arduamente com o parceiro, Federico Delbonis, e várias famílias assistiam ao treino, em uma pausa pra tomar água um menino gritou:

– “Facundo, tira uma foto comigo. Meu pai falou que você não pode” –  era um menino de uns sete anos no máximo, tão loiro que tava quase de cabelo branco.

O Bagnis olhou pra trás, viu o menino, atravessou a quadra e mandou: “Dónde está su padre?”. É óbvio que o guri boiou, mas aí o pai dele surgiu com um iPhone na mão e tirou a foto. Na sequência mais umas dez crianças se aproximaram do Facundo, que deixou o Delbonis esperando.

Nicolas Almagro, a pessoa mais incompreendida do circuito, é em 98% do seu dia uma pessoa fofa que odeia muvuca.  Bom, na segunda-feira ele estava batendo um papo com seu treinador, o Samuel Lopez, animado, saindo da sala dos tenistas quando dois boleirinhos saíram correndo na direção dele chamando “Nico, Nico”.

O Almagro parou, pôs a mão na cintura (e eu acho que os meninos pensaram que ele ia gritar), e na sequência fez sinal com a mão pra baixo. (Acho que queria dizer: “Silêncio”). Os meninos chegaram perto dele até ofegantes, enquanto eu, para observar, chamei o Samuel (inventei uma pauta na hora só pra ver aquilo de perto, confesso!)

Nico falou para eles: “Calma!” e deu risada. Um dos boleirinho deu bola, boné e um papel para serem autografados e tirou umas duas fotos com o espanhol. O outro foi mais comedido, sem nada nas mãos pediu uma foto. Daí, o Nico pediu uma bola ao Samuel (ele tinha várias consigo), autografou e deu ao outro boleirinho. É lógico que a cena chamou atenção e algumas outras pessoas se deram bem por ali.

(eu vou voltar aqui com a foto, eu sei que tirei essa foto, mas não estou achando….)

Duplistas

Os caras que jogam duplas são basicamente caras que ninguém sabe quem é. Ex: o Philipp Osawald só ficou “pop” porque derrotou o Flavio Saretta no quali (no fim acabou vencendo o título). O Maximo (Machi) Gonzalez só ficou mainstream porque era o parceiro do Juan Mónaco e assim por diante.

Quando se sabe quem são, eles são confundidos com os parceiros…

Daí temos os belos olhos azuis de Robert Farrah desfilando pelo complexo.

Confesso, eu só sei a diferença entre ele e o Juan Sebastian Cabal (Seu parceiro), há mais de cinco metros, quando os dois estão de costas (Não quero falar sobre isso, mas eu os diferencio assim à distância).

Voltando a história: Farrah só não pegou geral por aqui se não quis. Ele não precisava ser “mainstream”, ele é pop e pronto. (hastag #para meio entendedor )

Quem leu o post anterior me viu contar que o “Portunhol” é o idioma oficial do torneio. Pois bem, eu vi uma moça chegar perto do Farrah, na porta da van, puxar papo (acho que ela esperava que eu dissesse: ‘eu sou tenista e rico’ – pobrezinha!)… como a conversar com ele não desenvolveu, aí ela perguntou se ele era amigo do Almagro e essas coisas aí que vocês estão pensando.

Ele, não deu papo e a ignorou veementemente a partir de “usted conhece…”, estava esperando o Cabal do lado de fora do carro. Mas o legal da história é que o Cabal ela conhecia, pediu autografo e tudo. A confusão dela, em relação ao Robert, ficou ainda maior quando umas meninas pediram foto com o Farrah.

Apenas queria dizer que nada supera essa mesma moça, horas depois passando, literalmente, a mão do Santiago Giraldo.

Santi é outro que parece que está na rua da casa dele em torneios de tênis. Anda cantando, dançando com os braços…

Enfim, nada mais aleatório que o cartaz abaixo. Eu não consegui fazer uma boa foto, tava muito longe, mas essa aí da Gazeta Press mostra o quanto o Santiago estava amado…

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FUI!]

Ariane Ferreira

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