Coisas aleatórias acontecem no Brasil Open

Bom, decidi tirar todas as teias de aranha do Blog hoje.

Meus agradecimentos e aplausos pra você que resolveu vir aqui e ler!

armada dancing gif

Sua primeira vez?

Seja bem vindo! O lar não é quente, mas é aconchegante e maluco como uma boa casa italiana. (meu avô tuitou com a hastag #orgulho diretamente do céu!)

Decidi colocar aqui coisas aleatórias que aconteceram no Brasil Open, mas que não gerariam reportagem minha por aí. Já por conta disto, o post também é alternativo, pense bem nisso antes de prosseguir!

A primeira coisa aleatória que eu vi no torneio foi logo na segunda -feira. Estava tentando achar o portão de credenciamento e passei pela academia do complexo. Aí o Albert Ramos estava contando os abdominais que o xará Montañes estava fazendo.

Detalhe: o Ramos estava alongando.

Não sei, mas normalmente quem faz o abdominal é quem conta.

Outra coisa: como alguém repara que outra pessoa está contando os abdominais alheios?

bazinga

Na terça-feira, depois de perder  do Montañes o Aljaz Bedene, segundo uma conversa aleatória que eu ouvi, pagou um refrigerante (ou algo assim) pra um fã.

Se isso realmente aconteceu, quero vinho, Aljaz. Obrigada!!!

Uma coisa completamente aleatória é o comportamento do Guillermo Garcia-Lopez, essa criatura é a coisa mais fofa que a Espanha podia produzir (talvez depois do Almagro).

O Garcia-López daria um livro, principalmente por motivos de “sempre joga no Brasil”, mas estamos falando de 2014.

Pois bem,  ele parece que está jogando um Challenger, adora passear pelo complexo. Só que nunca vi gostar de treinar deste jeito! Ele treina simples, volta alonga, faz fisio, vai treina duplas, volta faz fisio, massagem, academia, vê jogos, torce pelos rivais, COMEMORA pontos, aplaude no ritmo da torcida. Está literalmente em casa!

Aí, por conta disto ele circula. Circula MUITO. Toda hora é hora de encontrar o Guille no alto do seu 1,88m sorrindo e posando pra fotos.

Isso aí é mais aleatório ainda. Tem gente que não faz ideia de quem ele é e mesmo assim puxa papo. Leia o que eu ouvi (traduzido de um portunhol bem zoado).

Fã: “Oi, tudo bem? Posso tirar uma foto com você?”

GGL: “Oi, tudo bem e vc? Claro, deixa eu tirar isso (credencial)” – POR QUE ELE QUIS TIRAR A CREDENCIAL?

Fã: “Você é muito bonito!”(antes de ele responder eu virei de costas, não posso assistir esse tipo de coisa)

GGL: “Ah… obrigado!”

Fã: “E aí, vc joga que horas hoje?”

GGL: “Já joguei.” (Ele tinha perdido do Rogerinho)

Fã: “Ah! E contra quem vc joga agora?”

GGL: “Bruno Soares” (ele tava se referindo a duplas)

Fã: “Contra o brasileiro. Não vou poder torcer por você, mas se você ganhar não ficarei triste.” – Atente-se à: “O” brasileiro (HELP!)

GGL: “Imaginei. Obrigado, bom saber que posso não te deixar triste”

Fã: “Eu adoro ver vc jogar. Pena que tá em 60 do mundo” – Jogar a desculpa do 60 do mundo no Brasil Open pega praticamente com todo mundo. Acho GENIAL! Só que ele foi 23 do mundo há menos de três anos.

GGL: “Agradeço!”

O momento vergonha alheia foi salvo por outra menina que o chamou pelo nome, também queria foto.

Fã: “Tchau Guillermo, bom torneio pra você”

Sabe o que me chocou neste diálogo? A calma, o carinho e a paciência dele. Deus não dá asa à cobra, se fosse eu, tinha falado pra ela que ia jogar em meia hora.

Guillermo tem outra coisa engraçada: se você olhar na direção dele, ganha um “Oi”, o que já é suficiente para as mais histéricas.

Guille também aceita conversas absurdas do tipo: “Vai chover hoje” (coisa de paulistano) e “É chato ser do mesmo país do Nadal?”.

Saindo do Guillermo e as quatrocentas histórias que eu tenho pra contar dele, tem a história do totem na entrada do Brasil Open.

garcia

Pra quem não foi ao torneio há uns seis totens com fotos na frente e no verso dos campeões de cada ano. O Pere Riba, quando eu entrei no complexo quarta, tava tirando uma foto com cada totem.

Não sei qual o objetivo disso, mas ele me deu a ideia de fazer isso com o totem do Juan Carlos Ferrero.

Foto: Nat!

Foto: Nat!

Nesta quinta, o Horacio Zeballos tava circulando, tentando achar um lugar entrar pro jogo do Juan Mónaco e um cara parou ele disse: “Cara, eu podia gostar de você, mas você ganhou do Nadal”. Com um sorriso de orelha a orelha, ele olhou pro cara, que tinha conversado em português, e mandou um “I’m sorry”.

MORRI!

O cara pediu uma foto e conseguiu.

Como eu tava de bobeira no portão três ainda ouvi uma voz feminina dizer: “Pablo tira uma foto comigo”.

Apenas acho que o Zeballos tá jogando muito com o Pablo Cuevas. Eles já são um só.

Outra coisa bizonha: Uma família abordou o Alexander Peya falando um portunhol. Logo apareceu alguém e salvou a pátria. Eles sabiam quem era o Peya.

Portunhol é a língua oficial do Brasil Open. Não foi só com o Peya. As pessoas abordam todos os tenistas com um “Hola” é cômico. Robin Haase sairá do Brasil falando espanhol. (pois é!)

Só que a escolha pelo portunhol é inteligente, afinal só argentino e espanhóis jogam esse torneio (hastag #segregação rs).

Ontem eu estava tentando fazer meu trabalho quando eu fui parar na “Sala dos Tenistas”, algumas coisas aleatórias aconteceram ao mesmo tempo.

1ª O segurança jurou de pé junto que o tenista a quem eu estava procurando e a quem vi entrar na sala não estava lá, e detalhe: ele não tava de sacanagem comigo.

2ª Não havia energia elétrica na sala dos tenistas. Segundo me disseram, foi uma queda repentina, mas breve.

3ª Quando não tinha energia as pessoas estavam cantando “Parabéns à você” para o Facundo Bagnis (teve bolo e tudo). Creio eu que apagaram as luzes por causa da vela e bom…

Não há nada mais alternativo que o aniversário do Facundo Bagnis no escuro. (Não se deixe enganar na foto, foi o flash)

Foto: Inovafoto

Foto: Inovafoto

Talvez entrevistar um ex-atleta que você adora no dia do aniversário dele e esquecer disto seja mais alternativo. (Parabéns, Ariane!)

Mais uma: estava eu conversando com umas amigas do lado de fora do Ginásio, e aí do nada aparece Robin Haase uma delas olha, a outra aponta dizendo “ela quer” em português e aí eu vejo uma camisa nojenta e suada sendo atirada na nossa direção.

haase

Haase demonstra carinho distribuindo suor para o mundo. Não gosto desta ideia.

Marcelo Demoniler virou Rogerinho.

“Oh Rogerinho, Rogerinho. Metido!!”  – Demoliner olha (não acredito que ele tenha achado que o “Rogerinho” era com ele) – “Você pode tirar uma foto comigo?” e ele tira numa boa.

Momento vergonha alheia (o retorno): a menina para e grita: ‘Pai, consegui uma foto com o Rogerinho!’ e sai correndo.

BEM VINDOS AO BRASIL OPEN!

Albert Ramos

Foto: Marcelo Zambrana

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