Até breve Rey David!!

Eu me recuso.

NÃO SE VÁ, GORDO! Vou cantar Jane e Herondy pra você….

Tá, parei!

Ah, não. FICA!

Entendi!

Parei, pelo bem da minha canela.

Vamos a parte séria dessa conversa toda:

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Hoje o tênis perdeu um dos seus mais talentosos jogadores. David Nalbandian, el Rey, não suportou os problemas físicos, principalmente a dor crônica no ombro e convocou a imprensa argentina, que em peso (mais de 100 profissionais), estive presente nesta que foi sua última coletiva de imprensa como atleta profissional

Vários destes colegas, ao receber o informe da coletiva, acreditavam e publicavam que era o anuncio o retorno de David às quadras. Muitos comemoraram,  o Juan do Todo Tenis era o mais feliz deles.

Alarme falso!

Eu já sabia que o David ia se aposentar. Todos nós já sabíamos, direta ou indiretamente, que isso aconteceria por estes dias.

Alguns acreditavam na máxima entrevista de Mariano Zabaleta em fevereiro afirmando que ele já estava pensando em aposentar. Outros em informações médicas. Eu num mix de tudo isso e de ouvir outras pessoas e conversar com outros colegas.

De verdade, achei que estava pronta para ouvir “En el día de hoy, yo, David Nalbandian, digo a todos ustedes que estoy me retirando del tenis profesional’.  Mas aí…

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…Passei a tuitar de maneira incontrolável coisas como a frase acima.

E confesso: DEU UMA PUTA VONTADE DE CHORAR! (segurei o choro)

Estou realmente chateada. E não tem como expressar isso de um jeito certo, eu não consigo.  Eu vivo de texto, eu sei, mas não sou  poetisa.

Como muita gente, eu li em francês, espanhol, inglês, italiano e português: “se retira o jogador mais talentoso a não alcançar um Grand Slam.”

Como disse o Fernando Meligeni, o tênis perde um AMIGO.

E que amigo!

E que talento!

David foi, sem sombra de dúvidas, um dos maiores jogadores da história. Com certeza um dos melhores que vi.

Dou graças a Deus, pois vi muitos jogos dele in loco, fiz algumas entrevistas, muitas coletivas, até o vi xingar a pergunta de um colega (risos). Mas era assim mesmo: espontâneo, estourado, talentoso, genioso, REAL.

E por ser REAL é que eu agradeço e muito por Nalbandian fazer parte da “LEGIÃO” (geração argentina abençoada, Legión em espanhol) e da geração que me fez gostar mais de tênis, se aprender olhando, estudando-os (antes de pegar uma raquete) o que era bom no esporte.

Vou sentir saudades dele na competição. Lembro que ele ficou sete meses parado do ano passado pra cá e que no Brasil Open só se falava do tempo parado do Rafael Nadal, mas eu estava preocupada com ele. Deu certo, cobri a última final da carreira profissional do Nalbandian.


(esse foi o melhor jogo do torneio)

VOU CONTAR PARA OS MEUS NETOS!

Você deve se perguntar: “Pra que isso? Nem Grand Slam esse cara tinha?”. É ele não tinha, não tem e nem terá, mas sabe o que eu acho?

QUE MANCHA HORROROSA NA HISTÓRIA DOS GRAND SLAMS NÃO TÊ-LO COMO CAMPEÃO.

O mesmo se configura na Copa Davis =P.

Mas é hora de dizer até logo. “Adeus” a gente diz pra morto e para quem a gente não quer perto. Eu quero manter sempre viva a lembrança do Rei.

POR QUE UMA VEZ REI, SEMPRE REI!

Veio aqui e quer uma copilação da carreira do Nalbandian? Participei lá no post do blog GAME, SET AND MATCH, clique aqui

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