Nasceu para ser peixe: Fabíola Molina

Hoje eu estava acompanhando a programação da Rádio Bradesco Esporte FM e ouvindo o programa “Revezamento 5×5” acompanhei uma fala interessante da ex-nadadora Flávia Delaroli.

Flavinha falava sobre a, ainda nadadora, Fabíola Molina e explicava que o amor da Fabíola pela natação era algo que não dá para mensurar, já que é algo admirável e sem muita coisa a compreender.

Fabíola Molina Sereia da SIlva

Fabíola Molina Sereia da Silva

“Fabíola é do tipo que passa o dia competindo e na hora de ir embora, ela deixa a equipe ir e fica lá para ver a prova do Michael Phelps”, resumiu a Flavia. E é bem isso mesmo, a Fabíola não consegue parar com a natação, nasceu para ser peixe.

Para muita gente pode parecer não saudável  uma mulher de 38 anos ainda insistir em ser atleta profissional, ainda mais na natação que é um esporte de meses e mais meses de sacrifício físicos e mental na busca de um tempo, que só se faz uma vez.

O que me impressiona na Fabíola, de verdade, é que ela se tornou profissional no ano em que eu entre em uma piscina pela primeira vez, em 1991. De lá pra cá já nadei por tratamento, por hobby e paixão (lógico) e por competição, já ganhei, perdi e o mais importante entreguei a toca e o óculos há nove anos, enquanto ela segue firme e forte. (HELP)

Fabíola era a ÚNICA referência da natação feminina que a gente tinha. Meu ídolo era o Gustavo Borges, todos da minha escala eram homens, porque a Molina nada costas, um nado que eu sempre tive um certo medo de fazê-lo.

Apesar de ser o principal nome da natação feminina do Brasil, Fabíola nunca nadou uma final olímpica. Nadou semi em Pequim nos 100 m costas (lógico) e ficou com o 18º lugar, sua melhor colocação individual nos Jogos. No revezamento 4×100 ficou em décimo com as meninas, nadaram a semi, em Pequim também.

Ela treinou nos Estados Unidos, fez o circuito NCAA (o universitário), mas seguiu como uma nadadora comum – a melhor que as piscinas do Brasil poderiam produzir.

Nosso esporte  segue abandonado pela CBDA e todo mundo. Alguns poucos clubes merecem aplausos, mas não têm ajuda.

Os melhores resultados dela foram  prata nos 100 m costas no Pan do Rio (2007) e bronze na mesma prova em Mar Del Plata (1995), além de três bronzes em revezamentos nos Pans (Mar de Plata, Winninpeg 95 e Guadalajara 2001).

Fabíola Molina faz boa entrada na piscina...

Fabíola Molina faz boa entrada na piscina…

O site da Fabíola lembra do recorde dela em piscina curta em 2009 de 26.61 (segundos) na etapa de Moscou (Rússia) da Copa do Mundo em 2009. O número é menor que os 27.88 da jovem Etiene Medeiros, de apenas 17 anos – o quinto melhor tempo do ano. Entretanto, o desgaste físico, a idade, os treinos, e qualquer coisa que seja feita não ajudará Molina repetir o tempo feito em 2009, o que a isola como competidora pelo Brasil, tristemente a natação vai “excluindo” sua principal apaixonada porque ela não viu que talvez seja hora de parar.

Fora das raias Fabíola é uma empresária bem sucedida. A marca de roupas de banho, que leva seu nome, veste as nadadoras e nadadores da seleção brasileira.  Molina ainda assina três coleções de peças de treino de universidades norte-americanas.

Casada com o também nadador Diogo Yabe e já adiou do projeto de ser mãe por conta da natação.

Boa sorte pra ela!

Ariane Ferreira

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